Câmara do Japão
Japonês
Buscar: OK

Tópicos

 

 

 

 

 

 

(426)Você está em:
  • Home »
    • Câmara
      • » Notícias

Notícias

Selecione datas para filtrar: a OK
Indústria têxtil enfrenta um dos piores anos da história, diz diretor da Abit 18/12/2006

Rio de Janeiro, 17/12/2006 - O diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, disse que 2006 foi um dos anos mais difíceis da história da indústria nacional, por uma série de fatores que tiveram impacto negativo na competitividade brasileira.

Segundo ele, o faturamento do setor neste ano não deve ser diferente dos US$ 32,9 bilhões registrados em 2005. A estimativa da entidade é que os números se mantenham estáveis ou apresentem ligeiro crescimento em relação ao ano passado.

“Se a produção  física tiver queda, qualquer diferença se dará por força de mudanças na correlação cambial. Quer dizer, vai ser um ajuste de cotações", observou. "Na melhor das hipóteses, o setor vai preservar o faturamento, mas por causa do câmbio e não por uma questão da evolução física da produção".

No acumulado de janeiro a outubro, a produção física do setor cresceu 2,19% no segmento têxtil, mas registrou queda de 5,27% no segmento de vestuário.

Em relação ao comércio exterior, Pimentel afirma que a valorização do real frente ao dólar norte-americano prejudicou as exportações do setor, ao contrário de países que concorrem diretamente com o Brasil, como China e Índia, que não valorizaram suas moedas e, conseqüentemente, preservaram a competitividade pelo lado cambial.

"O Brasil nem teve um câmbio competitivo e inteligente nem teve acordos internacionais com os grandes blocos compradores do mundo", disse. “Pelo lado das exportações, enfrentamos a falta de acordos internacionais e a apreciação fortíssima do câmbio. Pelo lado do mercado interno, continuamos com a economia patinando e com crescimento muito reduzido, o que é um fator restritivo para a expansão do consumo nacional".

Em compensação, o Brasil evoluiu em relação ao preço médio das exportações de vestuário, hoje média de US$ 9 por quilo frente a média de US$ 5,5 no ano passado. Ainda assim, acrescenta Pimentel, o país está distante da média cobrada pelos Estados Unidos e pela Argentina (US$ 15 a US$ 17).

O executivo também afirma que o baixo crescimento da economia afeta particularmente o segmento de  têxteis e confeccionados (chamados de bens de salário), pois quando a economia cresce pouco e algum consumo adicional entra na cesta de compra das famílias, outro deve ser reduzido.

"É isso que tem acontecido no Brasil ao longo dos últimos 10 ou 15 anos: baixo nível de crescimento do Produto Interno Bruto [PIB, a soma de todas as riquezas produzidas no país], baixo crescimento da renda per capita, fazendo com que a economia ande de lado".

Para o executivo, além do mercado interno não estar crescendo de forma expressiva, ele tem sofrido com a concorrência de importados. “Numa economia com câmbio valorizado e concorrentes com câmbio depreciado, a competição fica desigual”.

Nesse sentido, ele destacou que o país sofre com as importações ilegais, apesar dos avanços para coibir essa prática feitos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e pela Receita Federal.

Por fim, Pimentel acrescentou que pesam contra a indústria de têxteis e confecção brasileira os altos juros praticados no país e o dobro da carga tributária dos concorrentes mais diretos.

Baixo crescimento e câmbio afetam emprego na indústria têxtil e de confecção, afirma executivo

O baixo crescimento da economia brasileira e a valorização do real frente ao dólar norte-americano, o que favorece as importações, está afetando o emprego na cadeia têxtil e de confecções, especialmente no que se refere ao setor de vestuário.

A análise é do diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que houve perdas de 5,35% no emprego na indústria de vestuário e de 1,58% na indústria têxtil entre janeiro e outubro deste ano.

Nos dez primeiros meses de 2006, foram criados 41 mil empregos diretos no segmento têxtil e de confecções, uma queda de quase 10% na comparação com os 46 mil postos criados no mesmo período de 2005.

Pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), no entanto, o setor continua gerando postos de trabalho formal.

Entre empregos formais e informais, o setor têxtil e de confecções responde pela criação de cerca de 1,6 milhão de empregos no país, o que representa 17,2% de todas as vagas criadas pela indústria de transformação brasileira.

"Existe um grande potencial dessa indústria gerar 150 mil a 200 mil empregos diretos por ano, porque ela é o maior elo empregador da indústria de transformação. Só perde para alimentos e bebidas. É o custo de emprego mais barato na indústria de transformação”.

Pimentel cita um estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, segundo o qual, a cada R$ 10 milhões de aumento de produção na indústria de vestuário, são gerados mil empregos diretos e indiretos.

Segundo ele, a indústria brasileira de têxteis e confecções tem "grande potencial de crescimento da produção". O consumo atual per capita de fibras é de 8,5 a 9 quilos por ano. Ele diz que que o país tem "plena capacidade" de atingir até 16 quilos ao ano, o que corresponde ao consumo da Turquia, descontados fatores como clima.

"Toda vez que o Produto Interno Bruto [PIB, a soma das riquezas produzidas no país] cresce de forma sustentada, em níveis de 4% a 5%, o setor responde com muita velocidade e há uma tendência de aumento do consumo per capita de fibras, que envolve não só vestuário, mas outros produtos como cortinas, decorações”.

O diretor acredita na possibilidade de um cenário mais otimista em 2007, com manutenção da trajetória de queda dos juros e continuidade de uma "política implacável" de combate às importações ilegais, aliada a medidas de correção dos custos de produção nas indústrias intensivas de mão-de-obra, como têxtil e de confecção. Ele acrescenta que essa perspectiva também pressupõe a necessidade de o país avançar nos acordos internacionais com os grandes blocos compradores.

Concorrência desleal prejudica setor de vestuário, diz sindicalista

Concorrência de produtos importados, desvalorização cambial, altos encargos e carga tributária elevada explicam o baixo desempenho do setor de vestuário nacional em 2006.

"O balanço é muito ruim", afirmou o presidente do Sindicato das Indústrias de Vestuário de São Paulo, Marcel Zelazny. “Terminar um ano com uma queda de 8% na produção, com demissões quase nesse nível e empresas tendo dificuldades não pode ser um balanço bom”. Segundo ele, o emprego e o faturamento também caíram durante o ano de forma linear, à taxa de 8,1%.

A valorização do real frente ao dólar norte-americano já repercute sobre a balança comercial. Em 2005, o setor registrou superávit (quando as exportações superam as importações) de US$ 683 milhões. A previsão para 2006 é que a balança encerre o ano negativa em US$ 80 milhões.

Zelazny diz que a principal razão para o quadro negativo do setor em 2006 é a importação de produtos asiáticos, fruto da desvalorização cambial e da falta de competitividade da indústria nacional, em decorrência de impostos e encargos altos. Ele lembra, ainda, que boa parte dos produtos vindos da Ásia entra no país sob a forma de contrabando ou com documentos falsificados para pagamento de taxas menores.

"Temos custos altos, um dólar que incentiva mais a importação do que a exportação, além de uma burocracia interna que acarreta dificuldades para exportar. Fica difícil, não conseguimos competir lá fora com esses países [asiáticos]. Em contrapartida, eles têm maior facilidade para competir aqui dentro".A expectativa para 2007 também não é otimista. A produção e o faturamento, por exemplo, devem manter os níveis atual. 

 

 

 

 

Agência Brasil - Alana Gandra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Últimas

2020/07/08 » Confira pagamentos e tributos adiados ou suspensos durante pandemia
2020/07/08 » Câmara aprova MP que suspende cumprimento mínimo de dias letivos
2020/07/08 » Câmara aprova MP que permite reembolso de passagem aérea em até um ano
2020/07/08 » Covid-19: Senado aprova indenização a profissional afetado pela doença
2020/07/07 » Bolsonaro sanciona MP que criou programa de manutenção do emprego
2020/07/07 » Tecnologias da Embrapa ajudam Ceará a dobrar produção de algodão
2020/07/07 » Com aumento de mortes, Miami volta a fechar restaurantes
2020/07/06 » Saiba como estão os planos de retomada econômica em cada estado
2020/07/06 » Saiba como funcionam os testes para detectar a covid-19
2020/07/06 » Caixa deposita saque emergencial do FGTS para nascidos em fevereiro
2020/07/03 » Com digitalização de salas de aula, pandemia acentua exclusão escolar
2020/07/03 » Conheça resultado do maior estudo sobre a covid-19 no Brasil
2020/07/03 » Rendimento médio de brasileiros cai a 82% em maio devido à covid-19
2020/07/02 » Califórnia fecha bares e restaurantes na maior parte do estado
2020/07/02 » Isolamento social pode agravar castigos e palmadas, diz pesquisa
2020/07/02 » Registro digital de veículo está disponível em todo o país
2020/07/01 » Crise causa impacto na indústria, que precisa de mudança, diz CNI
2020/07/01 » Câmara aprova concessão de crédito para pequenas empresas
2020/07/01 » Entregadores de apps fazem greve nacional nesta quarta-feira
2020/07/01 » Auxílio emergencial de R$ 600 é prorrogado por mais dois meses

Ver mais »