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Corte dos gastos públicos é fundamental para garantir crescimento do país, afirma presidente da CNI 19/12/2006

Brasília, 19/12/2006 - A aceleração do ritmo de crescimento da economia brasileira depende da redução dos gastos públicos. O alerta está no estudo Economia Brasileira Desempenho e Perspectivas apresentado nesta terça-feira, 19 de dezembro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). "O que impossibilita o melhor desempenho da economia é o gasto público que cresce extraordinariamente, ocupando o espaço que deveria ser dos investimentos", afirmou o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto.

Ele destacou que o país precisa de uma agenda que controle os gastos públicos, melhore a qualidade dos gastos e crie incentivos aos investimentos privados no país. "O que nós temos hoje é um quadro onde o estado investe pouco porque os recursos são consumidos pela despesa corrente. Então, para estimular o investimento público é preciso colocar um freio nos gastos e estimular o setor privado por meio de marcos regulatórios claros, regras previsíveis e segurança jurídica”, disse.

A desoneração fiscal e a redução da carga tributária e a reforma tributária são apontadas pelo documento como fundamentais para garantir o desenvolvimento sustentável. "Se não encaixarmos isso na agenda ficaremos a cada ano compartilhando frustração. Além disso, os spreads bancários ainda são uma grande trava porque a queda da taxa Selic não foi acompanhada de uma redução na taxa nominal", destacou Monteiro Neto. Segundo ele, existe a consciência de que a agenda é complexa, densa e envolve um conjunto de iniciativas interligadas.

 “Sabemos que de maneira isolada não é possível produzir o espetáculo do crescimento. Os juros no Brasil não estão declinando e não estão compatíveis com a nova realidade de inflação. Os spreads bancários e margens de intermediação financeira são absolutamente incompatíveis com as necessidades do país”, afirmou.

Sobre o pacote de medidas econômicas que o governo federal anunciará ainda essa semana, Monteiro Neto afirmou que as medidas cogitadas estão na direção correta porque contemplam o controle de gastos, no entanto, é preciso saber se serão medidas eficientes. “A expectativa é maior com relação a área fiscal. Precisamos saber qual é o alcance no controle e redução do gasto público.”

 

 

 

 

 

Agência CNI

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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