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Parceria com os EUA consolidará viabilidade do etanol, aponta secretário-geral do NAE 08/02/2007

 

Brasília, 7/02/2007 - O secretário-geral do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da Presidência da República, coronel Oswaldo Oliva Neto, disse hoje (7) que a parceira entre Brasil e Estados Unidos será fundamental para consolidar o etanol como uma alternativa aos combustíveis fósseis, sobretudo ao petróleo.

Os dois países são atualmente os maiores produtores mundiais do combustível – no ano passado, produziram 17 e 16 bilhões de litros, respectivamente.

Para Oliva Neto, a parceria beneficiará o Brasil e tem de ser analisada sob vários aspectos. O primeiro deles, explicou, é o estímulo à criação de um mercado consumidor mundial: “Quando a maior economia do mundo decide incorporar a mistura de etanol com gasolina, ela está sinalizando para todo o resto do mundo que há esta possibilidade e que ela é viável. Há nisso um grande benefício para o Brasil, que é a criação de um mercado”. 

Já em termos tecnológicos, o secretário-geral garante que o Brasil pode fornecer tecnologia para os Estados Unidos mesmo que não receba nada em troca. “Estamos à frente deles no modelo tecnológico da produção de biocombustíveis”, disse. E destacou que enquanto o Brasil produz etanol utilizando a cana-de-açúcar, os Estados Unidos empregam o milho: “A cana produz quase sete vezes mais energia que o milho”.

Um terceiro aspecto apontado por Oliva Neto é a definição de preços. “No momento em que os dois maiores produtores do mundo se juntam, é admissível que o etanol se torne uma commodity mundial, possibilitando definir um preço de mercado”.

Ele lembrou que, mais que vantagens econômicas, a parceria com o Brasil atende a dois interesses dos Estados Unidos. O primeiro é estratégico. O segundo, ambiental: "Os Estados Unidos precisam reduzir seu consumo de petróleo a fim de diminuir sua vulnerabilidade frente aos fornecedores tradicionais de petróleo. Ao reduzir seu consumo de petróleo e substituir por biocombustíveis, eles também melhoram sua relação com o meio ambiente”.

Oliva Neto também destacou que a queima do petróleo é apontada por especialistas como a principal causa do efeito estufa. E que o mundo passa de uma era em que o modelo energético se baseava na utilização do petróleo para uma nova era de produção energética baseada na utilização da célula de hidrogênio. Nesse meio tempo, acrescentou, o biocombustível será o substituto natural do petróleo.

Na opinião do secretário-geral, para convencer o mundo a substituir parte de sua gasolina por etanol, "o Brasil terá que garantir aos países compradores que pode fornecer o etanol – e que eles podem reduzir sua dependência do petróleo com a certeza de que não faltará combustível”.

 

 

 

 

 

Agência Brasil - Alex Rodrigues

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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