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Pesquisa revela instatisfação de consumidores com situação econômica de suas cidades 26/02/2007

 

Rio de Janeiro, 26/02/2007 - O índice de confiança do consumidor, divulgado hoje (26), pela Fundação Getúlio Vargas, caiu 1,3% nos meses de janeiro e fevereiro. Houve piora tanto nas avaliações sobre a situação presente quanto nas previsões para os próximos meses.

De acordo com o responsável pela pesquisa, Aloísio Campelo, desconsiderando as variações sazonais, o índice mostra que os consumidores estão mais insatisfeitos com a situação econômica de suas cidades, comparando com o mesmo período do ano anterior, mas ainda há “estoque de otimismo” para o futuro.

“Em janeiro, a confiança sempre aumenta por conta do 13º [salário], e diminui em fevereiro, devido a despesas como IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano] e matrícula de escola”, explicou o economista. O índice de satisfação relacionado ao momento atual de fevereiro ficou 2% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado. Quanto às expectativas, o índice está 4,8% superior.

“Em relação ao futuro, houve um aumento do índice de expectativa no segundo semestre do ano passado, que vem, no entanto, diminuindo, mas não o suficiente para esgotar esse estoque de otimismo”, afirmou Campelo.

Entre as sete regiões pesquisadas, o Rio de Janeiro foi a que apresentou o menor índice de confiança. “A redução da confiança, de um modo geral, tem a ver com a piora em relação ao emprego. No Rio, ainda somamos a isso os casos de violência, como queima de ônibus, fazendo com que as pessoas tendam a sair e consumir menos”, ressaltou.

Entre os quesitos relacionados ao presente, a proporção de consumidores que avaliou a situação econômica de sua cidade como boa diminuiu de 10,6% para 8,4%. A dos que consideram ruim praticamente ficou estável, passando de 43,2% para 43%.

Em relação ao futuro, a porcentagem de pessoas que acredita que a situação local vai melhorar diminui de 34,8% para cerca de 31,9%. Já a que prevê piora continuou praticamente a mesma, saindo de 8,5% para 8,1%.

 

 

 

 

Agência Brasil - Aline Beckstein

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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