Câmara do Japão
Japonês
Buscar: OK

Tópicos

 

 

 

 

 

 

(426)Você está em:
  • Home »
    • Câmara
      • » Notícias

Notícias

Selecione datas para filtrar: a OK
Câmara de Comércio elogia diversificação e relação com os EUA 08/03/2007

 

Brasília, 7/03/3007 - A redução da importância dos Estados Unidos na balança comercial brasileira nos últimos anos não representa, necessariamente, um problema para o país, na avaliação do presidente da Câmara Americana de Comércio (Amcham), Alexandre Silva. “O Brasil tem uma diversificação de parceiros muito grande. Todos os outros países, individualmente, estão abaixo de 10%, o que nos deixa numa situação bastante confortável e pouco vulnerável”, disse ele à Agência Brasil, em referência ao fato de que, hoje, os EUA são o único país que responde por mais de 10% de nossas exportações e importações.

Os Estados Unidos são o principal parceiro comercial brasileiro desde 1927 – individualmente, são os que mais compram do Brasil e também os que mais vendem para o país. A liderança dos Estados Unidos como nosso maior parceiro comercial fica ainda mais explícita quando comparada aos outros dois países com os quais o Brasil mais realizada trocas comerciais.

A corrente de comércio com a Argentina, segundo parceiro brasileiro, ficou em US$ 19,76 bilhões em 2006 – metade dos US$ 39,12 bilhões comercializados com os norte-americanos. Já o comércio com a China, terceiro parceiro tanto em exportações como em importações, totalizou US$ 16,37 bilhões.

“Apesar de os Estados Unidos serem ainda o maior parceiro,a participação brasileira nas exportações americanas é pequena”, ressalva o presidente da Amcham. Como maiores importadores do mundo, os norte-americanos compram, de outros países, US$ 2 trilhões por ano – o Brasil representa apenas 1,4% disso, segundo Silva. “Essa participação tem caído. Apesar do volume  de exportações brasileiras para os Estados Unidos ter subido, tem subido menos do que para outras regiões.” 

Recentemente, o ex-embaixador brasileiro em Washington, Roberto Abdenur, fez críticas à política brasileira de promoção comercial junto aos norte-americanos, nos últimos anos. Em reunião no Senado, na última semana,  Abdenur destacou que  há 20 anos o Brasil chegou a ter 2,2% daquele mercado. "Essa é uma situação em que é preciso equilibrar melhor ênfases e prioridades”, afirmou, criticando a “excessiva” ênfase dada pelo governo Lula ao comércio Sul-Sul.

Desde 2002, o intercâmbio comercial do Brasil com os Estados Unidos vem crescendo a ritmo menos acelerado do que para outras regiões do planeta. Mas, na avaliação do presidente da Câmara Americana de Comércio, os números são resultado de uma combinação de fatores, e não de uma mudança de orientação política, simplesmente. “É um pouco da maior agressividade de outros parceiros americanos, como a China, é um pouco de foco do Brasil em desbravar outros mercados no Oriente Médio, África e Ásia, e é um pouco também por questões de barreiras comerciais, na questão do agrobusiness, especialmente”, avalia Alexandre Silva.

O governo brasileiro reconhece o crescimento maior das trocas comerciais com outras regiões, mas nega que a diversificação de parcerias represente negligência com relação aos nossos parceiros tradicionais. “Acho que as coisas estão indo muito bem no relacionamento Brasil/Estados Unidos”, afirmou o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Armando Meziat, na última semana. “As exportações cresceram mais para países da América Latina, para a própria Ásia, mas isso não significa que tenha havido pouco caso para com os Estados Unidos, é impossível alguém pensar dessa forma”, reiterou.

Alexandre Silva aposta nas perspectivas comerciais com os Estados Unidos. Hoje, os produtos industrializados dominam a pauta de exportações brasileiras para os Estados Unidos – 85% dos 24,43 bilhões embarcados para lá em 2006 foram produtos manufaturados e semimanufaturados. Mas são os produtos agrícolas que enfrentam as maiores barreiras comerciais – seja pelas altas tarifas de importação (como no caso do etanol), seja pela imposição de cotas para a entrada de produtos brasileiros. “Essa é uma coisa que, evidentemente, tem que ser tratada de governo para governo. A iniciativa  privada e associações como a Câmara Americana têm o seu papel também, temos que trabalhar no sentido de tentar reduzir essas barreiras”, diz o presidente da Amcham.

Ele defende, também, melhores condições para investimentos norte-americanos no Brasil. “Há outros assuntos que  às vezes dificultam os investimentos de empresas norte-americanas no Brasil como a pirataria, a questão da falta de um acordo de bitributação entre Brasil e Estados Unidos. Há uma série de coisas  que, se resolvidas adequadamente, vão estimular o investimento de empresas americanas no Brasil tanto para atender o mercado interno quanto para exportar a partir daqui”, avalia.  “Os Estados Unidos são a maior economia do mundo, os maiores importadores do mundo. Nesse ponto, a gente ter que ser pragmático, tem que focar aonde a gente tem mais oportunidades.”

 

 

 

 

 

Agência Brasil - Mylena Fiori

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Últimas

2020/12/04 » Receita Federal e Banco do Brasil iniciam arrecadação com Pix
2020/12/04 » Desentendimento político interrompe reforma tributária, diz Guedes
2020/12/04 » Pix tem 100 milhões de chaves registradas
2020/12/03 » Concessões de aeroportos, rodovias, portos e ferrovias entram no PPI
2020/12/03 » PPI tem 115 ativos para leilões e projetos de concessão em 2021
2020/12/03 » Venda de veículos automotores aumenta 0,45% de outubro para novembro
2020/12/03 » Produção industrial cresceu 1,1% em outubro, diz IBGE
2020/12/02 » CNI: produtividade do trabalho na indústria cresce 8% no 3º trimestre
2020/12/02 » Balança comercial registra superávit de US$ 3,73 bi em novembro
2020/12/02 » CNA prevê aumento da produção do agronegócio no próximo ano
2020/12/02 » População desocupada atinge 13,76 milhões em outubro
2020/12/01 » Ipea: investimentos têm alta de 3,5% em setembro
2020/12/01 » Contas públicas registram saldo positivo após oito meses de déficit
2020/12/01 » Estimativa do mercado financeiro para a inflação sobe para 3,54%
2020/11/30 » ANP retoma a 17ª Rodada de Licitações
2020/11/30 » Corretoras poderão atuar com pagamentos de boletos a partir de janeiro
2020/11/30 » Confiança da indústria atinge maior valor em dez anos, diz FGV
2020/11/30 » Fiscalização do Procon-SP registra infração em 70% de lojas visitadas
2020/11/30 » Taxa de desemprego passa de 13,3% para 14,6% no terceiro trimestre
2020/11/30 » Inflação do aluguel sobe e acumula 24,52% em 12 meses

Ver mais »