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Produção industrial varia 0,3% em fevereiro 04/04/2007

 

Em fevereiro de 2007, a produção industrial variou 0,3%, na série livre de influências sazonais. Na comparação com fevereiro de 2006, a indústria cresceu 3,0%. No primeiro bimestre de 2007, o setor acumulou acréscimo de 3,8% frente a igual período do ano anterior. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, permanece praticamente estável na passagem de janeiro (2,9%) para fevereiro (2,8%). Com a taxa de 0,3% observada no total da indústria entre janeiro e fevereiro, após variação de -0,4% no mês anterior, o patamar de produção volta ao nível recorde atingido em dezembro de 2006.

No confronto com janeiro de 2007, dos vinte e três ramos que têm séries ajustadas sazonalmente, quatorze apresentaram crescimento. Entre aqueles que exerceram impacto positivo, destacam-se refino de petróleo e produção de álcool (4,1%), refletindo o aumento em derivados de petróleo, após paralisação em algumas refinarias ocorrida em janeiro; material eletrônico e equipamentos de comunicações (7,4%), que mostra crescimento após dois meses em queda, período em que acumulou perda de 6,1%; e alimentos (1,8%), que completa a seqüência de quatro taxas positivas, acumulando ganho de 4,2%. As principais pressões negativas vieram de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,7%), máquinas e equipamentos (-2,6%) e metalurgia básica (-2,9%). Vale mencionar que essas atividades vinham em expansão, tendo atingido em janeiro taxas de 8,2%, 5,9% e 3,0%, respectivamente.

Ainda na comparação com o mês anterior, o segmento de bens de consumo duráveis (1,2%) alcançou a taxa mais elevada entre as categorias de uso, segundo resultado positivo consecutivo, acumulando um crescimento de 3,4% nestes dois primeiros meses do ano, frente a dezembro de 2006. A produção de bens de consumo semi e não duráveis (0,7%) e a de bens intermediários (0,5%) reverteram o sinal registrado em janeiro (respectivamente, -0,8% e -0,2%) e retornaram ao patamar recorde de dezembro de 2006. O setor de bens de capital (0,1%) mostrou estabilidade após quatro resultados positivos consecutivos, acumulando expansão de 10,8% entre fevereiro e outubro últimos.

A evolução do índice de média móvel trimestral neste início de ano revelou estabilidade (0,1%) entre janeiro e fevereiro. Por categoria de uso, há um claro destaque para o setor de bens de capital, que nesse mesmo período ampliou em 2,8% sua produção, ao passo que nas demais áreas as taxas são as seguintes: bens de consumo duráveis (1,0%), bens de consumo semi e não-duráveis (0,3%) e bens intermediários (0,2%).

Na comparação fevereiro 2007/fevereiro 2006, a indústria cresceu 3,0%, com dezessete ramos pesquisados assinalando aumento de produção. Os maiores impactos positivos sobre o índice global, por ordem de importância, vieram de máquinas e equipamentos (10,1%); alimentos (4,9%); metalurgia básica (9,1%); máquinas para escritório e equipamentos de informática (29,6%); outros produtos químicos (6,7%); e indústria extrativa (6,3%). Os principais itens responsáveis pelo desempenho favorável dessas atividades foram, respectivamente: fornos de microondas e refrigeradores; suco de laranja e açúcar cristal; lingotes, blocos e tarugos e bobinas de aço ao carbono; computadores e monitores; herbicidas e fertilizantes; minério de ferro e petróleo. As pressões negativas mais relevantes vieram da farmacêutica (-7,0%), edição e impressão (-5,1%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-4,9%), influenciados, respectivamente, pelo recuo na fabricação de medicamentos, impressos diversos para fins industriais e televisores.

Ainda na comparação com fevereiro de 2006, os índices por categorias de uso confirmaram a liderança de bens de capital (14,3%), com ritmo bem acima da média industrial (3,0%). Este desempenho está sustentado por todos os seus subsetores, com destaque para bens de capital para uso misto (23,6%), para transporte (6,3%) e para fins industriais (8,7%). A produção de bens de capital agrícolas (11,3%) mantém crescimento há três meses consecutivos. O setor de bens intermediários (3,5%) mantém seqüência de oito taxas positivas, com praticamente todos os seus segmentos assinalando aumento. O principal destaque foi o grupo insumos industriais elaborados (3,5%), por conta do desempenho da siderurgia, reflexo da paralisação de um alto forno em fevereiro do ano passado, seguido por insumos industriais básicos (7,3%), sob a influência dos itens minérios de ferro e alumínio. Por outro lado, a única pressão negativa veio do subsetor de combustíveis e lubrificantes elaborados (-0,8%), principalmente, por conta do recuo no item óleo diesel.

Com desempenho abaixo da média global (3,0%), a categoria de bens de consumo semi e não duráveis (1,0%) mostrou o segundo resultado positivo consecutivo nessa comparação, com a maior contribuição vinda do subsetor de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (3,4%), principalmente por conta da maior produção de suco de laranja e refrigerantes. Vale citar, também, a taxa positiva de carburantes (2,3%). O grupamento de outros não-duráveis foi o único que apresentou queda (-1,9%), influenciado pelo resultado da indústria farmacêutica. Única categoria de uso com queda nesse indicador, bens de consumo duráveis (-2,9%) foi pressionado pelas reduções na produção de automóveis (-5,8%), celulares (-7,2%) e eletrodomésticos da "linha marrom" (-26,9%), que se contrapõem ao avanço observado em eletrodomésticos da "linha branca" (14,3%).

No indicador acumulado janeiro-fevereiro, frente a igual período de 2006, o crescimento de 3,8% reflete o aumento em dezessete atividades. A fabricação de máquinas e equipamentos (13,7%) manteve a liderança em termos de impacto sobre o índice geral, cabendo aos itens fornos microondas e refrigeradores os maiores destaques. Outras contribuições positivas relevantes vieram de alimentos (5,4%), sobretudo em função da expansão na produção de suco de laranja e açúcar cristal; e do setor de máquinas para escritório e equipamentos de informática (34,8%). Em sentido oposto, entre as dez atividades em queda, destacaram-se material eletrônico e equipamentos de comunicações (-9,0%) e refino de petróleo e produção de álcool (-3,4%).

Por categorias de uso, ainda no indicador acumulado no ano, o perfil de crescimento no início de 2007 confirma o maior dinamismo observado na produção de bens de capital (16,0%) que avança a um ritmo muito acima da média global (3,8%). As demais categorias ficaram abaixo da média: bens intermediários (3,3%), bens de consumo semi e não-duráveis (1,7%)e bens de consumo duráveis (0,7%).

Em síntese, os índices para os dois primeiros meses de 2007 mostram um quadro de estabilidade frente ao patamar produtivo observado no final do ano passado, evidenciado na trajetória do indicador de média móvel trimestral, cuja variação para o total da indústria ficou em 0,1% entre fevereiro e janeiro deste ano. Nas comparações para períodos mais longos, observou-se uma ligeira aceleração no ritmo industrial, com a taxa de 3,8% para o total da indústria no primeiro bimestre de 2007 superando o índice do quarto trimestre do ano passado (3,2%). Esse movimento foi bem marcado no setor de bens capital, cujo crescimento foi generalizado, e saltou de 7,8% para 16,0% entre os dois períodos, com destaque para os subsetores associados ao investimento na própria indústria e na agricultura: bens de capital para fins industriais (de 16,4% para 15,8%) e máquinas e equipamentos agrícolas (de -2,2% para 12,4%). O setor de bens intermediários, de maior peso na estrutura industrial, também mostrou aceleração passando de uma taxa de 2,2% para 3,3%. Por outro lado, os segmentos de bens de consumo perderam dinamismo. A produção de bens de consumo duráveis saiu de 4,3% no último trimestre de 2006 para 0,7% no primeiro bimestre de 2007, resultado influenciado tanto pela queda no volume das exportações de automóveis e celulares, quanto pela expansão das importações, em especial, de eletroeletrônicos. Já o consumo de bens semi e não-duráveis, com uma desaceleração mais moderada, passou de 2,8% para 1,7%, com destaque negativo para os desempenhos de semiduráveis (de -1,9% para -4,1%) e de carburantes (de 2,4% para -2,5%).

 

 

 

 

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