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Real valorizado reflete bons resultados da economia, defende Mantega 05/04/2007

 

Brasília, 5/04/2007 - A valorização do real frente ao dólar reflete os bons resultados da economia brasileira, na opinião do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, a queda do dólar está sendo influenciada pelo resultado positivo da balança comercial e pela crescente solidez da economia brasileira. A alta cotação do real foi criticada, em entrevista à imprensa, pelo então secretário de Política Econômica Júlio Sergio Gomes de Almeida. Ele deixou o cargo ontem (4), alegando motivos pessoais.

“A economia brasileira hoje é aberta e as importações estão crescendo, o que eu acho bom, pois pode diminuir o saldo comercial, que não precisa ser tão expressivo”, disse Mantega ao chegar ao Ministério da Fazenda, onde se reuniu com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge.

Ontem, o dólar foi cotado, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) a R$ 2,03. Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu, em 2003, a cotação estava acima de R$ 3. Industriais e alguns economistas criticam a baixa, afirmando que seria necessário controlar a queda do dólar, para evitar aumento das importações. O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) culpa a alta do dólar pelo baixo crescimento da indústria no país. Com o real valendo mais em relação ao dólar, o estrangeiro paga mais caro pelo produto brasileiro. Na opinião do Iedi, isso está prejudicando as exportações brasileiras.

Alegando que as importações estão crescendo de forma expressiva e que não há nada que impeça um aumento ainda maior, o ministro descartou a necessidade do governo incentivar às importações como forma de equilibrar o saldo comercial e impedir que o dólar caia ainda mais, o que prejudica setores exportadores, como o automobilístico, calçadista e têxtil. Segundo Mantega, a própria desvalorização do dólar torna desnecessária a redução dos impostos cobrados dos produtos importados.

“Esse câmbio significa que nós estamos barateando os produtos importados. Isso compensa qualquer alíquota. Se você tem uma alíquota de 12% e o câmbio se desvaloriza, por exemplo, 20%, acabou a alíquota. Ela foi compensada pela valorização do real”. Mantega também admitiu que a Selic, uma das taxas de juros mais altas do mundo, influencia na cotação do real. "Claro que a taxa de juros também influencia porque você oferece rendimentos maiores na aplicação aqui [no Brasil] do que em relação à aplicações em dólares”.

 

 

 

 

Agência Brasil - Alex Rodrigues

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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