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Importações reduzem preço de equipamentos médico-hospitalares, diz associação 09/04/2007

 

Brasília, 8/04/2007 - As importações de máquinas e equipamentos médicos e hospitalares cresceram 23,3% em 2006 na comparação com 2005. Com acesso mais barato a equipamentos como tomógrafos e aparelhos de ressonância magnética, por exemplo, os hospitais se beneficiam do câmbio, em que o real está valorizado frente ao dólar norte-americano.

Segundo o vice-presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed), Abrão Melnik, as importações do setor cresceram a partir de 2003, quando o dólar começou a desvalorizar, caindo para a casa dos R$ 3.

Em 2004, acrescenta o executivo, o setor comprou de outros países US$ 1,229 bilhões. Em 2005, as importações fecharam em US$ 1,572. No ano passado, elevaram-se para US$ 1,936. A expectativa para 2007 é encerrar o ano com importações acima dos US$ 2 bilhões.

Melnik diz que, com preços mais baixos em reais, quem ganha são os usuários, beneficiados com custos menores na hora de fazer exames e com a oferta maior de equipamentos sofisticados não produzidos no Brasil.

"O momento é muito favorável para os hospitais ampliarem os investimentos em novas  tecnologias e modernização", avalia. "O custo de acesso está menor, o que beneficia tanto os hospitais quanto as seguradoras. As operadoras de saúde pagam menos e, com certeza, o cidadão que precisa fazer algum exame sai ganhando em custo e em acesso".

Na opinião dele, a competição com os importados não afeta a produção nacional. Ao contrário, estimula a modernização. "A indústria nacional do setor médico-hospitalar está trabalhando hoje com 90% da sua capacidade fabril".

Segundo as estimativas da Abmed, a participação dos importados neste setor é hoje de cerca de 25%, mas ainda há espaço para ocupar 60%.

"Isso não prejudicaria a industria local, porque tem mercado para todos. Existem vários segmentos tecnológicos, mais caros e mais sofisticados, que o Brasil ainda não domina".

 

 

 

 

 

Agência Brasil - Edla Lula

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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