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Infra-estrutura depende de investimentos privados e corte de gastos do governo, diz Armando Monteiro 22/08/2007

 

Brasília, 22/08/2007 – A infra-estrutura no Brasil seja ela de saneamento básico, transportes, telecomunicações ou energia elétrica, só vai melhorar e atender bem o país se duas coisas acontecerem simultaneamente: aperfeiçoamento do ambiente de negócios para que a iniciativa privada invista e corte de gastos do governo para que haja investimento público. A constatação foi feita hoje pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, durante o seminário Obstáculos e Soluções para o Desenvolvimento da Infra-Estrutura, promovido pela Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústria de Base (Abdib), em Brasília.

“O Estado tem limites fiscais e há também problemas de gestão, então não sobra recursos para o investimento público”, afirmou Monteiro Neto, que presidiu o painel "Gestão: como antecipar os riscos à evolução do PAC". Para cortar gastos de custeio, o presidente da CNI sugeriu que o governo tenha ações de capacitação de gestores públicos e dos respectivos órgãos para ter melhores resultados.

De acordo com Monteiro Neto, é fundamental para melhorar a infra-estrutura brasileira, em todos os segmentos, que a iniciativa privada tenha condições de investir no setor. “É preciso permitir que a iniciativa privada chegue à infra-estrutura. Em quanto tempo o setor privado vai poder chegar?”, questionou o presidente da CNI, que argumentou sobre a necessidade de se melhorar o ambiente de negócios, garantindo regras jurídicas estáveis, agências reguladoras independentes, capacitadas e transparentes e ainda condições macroeconômicas propícias ao investimento, como crédito acessível.

Armando Monteiro Neto acrescentou o diagnóstico de que tudo isso causa um grande descompasso entre a infra-estrutura existente hoje no país e o ritmo em que ela recebe investimentos, aumentando, assim, os gargalos existentes no setor.

O vice-presidente da Abdid e presidente da Light, José Luiz Alquéres, enfatizou que o Brasil tem tido um crescimento econômico modesto nos últimos anos porque investe pouco na formação bruta de capital fixo, que engloba os investimentos em infra-estrutura. “O Brasil tem investimentos que equivalem a 2,5% do PIB ao ano, que apenas mantém o nível de crescimento atual”, lembrou. A Abdib calcula que, para suprir todas as demandas de infra-estrutura que o país tem, é necessário um investimento de R$ 87 bilhões a cada ano, o equivalente a 4% do PIB, para crescer mais. “Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) mostra que o melhor seria investir de 4% a 6% do PIB por ano. Mas como conseguir isso”, indagou.

A receita, segundo Alquéres, é a mesma apontada por Armando Monteiro. “É preciso gastar menos em operações de custeio para sobrar mais para os investimentos públicos”, disse. “Não há milagres”, definiu. Ele disse ainda que é necessária uma melhoria do ambiente de negócios e que o governo tem de se reinventar. “É preciso fazer uma separação de despesas, de custeio e de investimento, uma redefinição do orçamento. Para isso, o governo tem de ter gerente, gestão de processos, metas”, afirmou.

O presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpetter, afirmou que é necessário reconhecer que o baixo crescimento brasileiro está relacionado com o baixo índice de investimento. “Se alguém tem dúvida da teoria, basta ver os números. Investimos cerca de 17% do PIB ao ano nos últimos 20 anos, por isso tivemos um crescimento de 2% a 2,5% ao ano, ou seja, muito pouco”, resumiu Gerdau. Ele é defensor da necessidade de o governo ter capacidade de gestão. “Sem isso, nenhum projeto vai para frente, não sobra dinheiro para investir e ficamos sem infra-estrutura”, finalizou.

 

 

 

 

Agência CNI

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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