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Investimento da indústria em educação é contribuição ao crescimento econômico, diz presidente da CNI 28/08/2007

 

Brasília, 28/08/2007 - O programa Educação para a Nova Indústria é mais uma contribuição do setor produtivo ao desenvolvimento sustentado do Brasil. Também representa o esforço da indústria  para formar profissionais sintonizados com o acirramento da competição nos mercados e o constante avanço tecnológico, afirma o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto. Nesta entrevista, ele explica porque a indústria investe pesado em educação.  

Por que a CNI está lançando o programa Educação Para a Nova Indústria? 

Armando Monteiro Neto – O Mapa Estratégico da Indústria 2007-2015, elaborado pela CNI, que retrata a visão de futuro dos empresários, identifica a educação como um dos insumos indispensáveis ao desenvolvimento sustentável. A educação é instrumento fundamental para o exercício da cidadania. No mundo atual, marcado pelo acirramento da competição e o constante avanço tecnológico, a educação garante o desenvolvimento das competências requeridas para o domínio e a  produção das inovações necessárias ao crescimento econômico e social do país. O programa Educação para a Nova Indústria concebido pela  CNI e que será executado pelo SESI e o SENAI, é uma contribuição da indústria para colocar o Brasil no caminho do desenvolvimento sustentado e representa mais um  esforço na formação de pessoas criativas e empreendedoras, que atendam às demandas do mercado de trabalho.

A qualidade da educação é um dos desafios que o país precisa vencer. Como o investimento de R$ 10,45 bilhões previsto no programa da CNI ajudará a melhorar a educação no Brasil?

Monteiro Neto – O programa prevê o atendimento de 16,2 milhões de pessoas até 2010. A meta é alcançar 7,1 milhões de matrículas em educação básica e continuada na rede do SESI e outras 9,1  milhões de matrículas  em cursos de educação profissional do SENAI.

Quais são os elementos centrais do programa?

Monteiro Neto – O programa está focado em quatro eixos. Um é a expansão e diversificação da oferta de educação básica, continuada e profissional ajustada às necessidades atuais e futuras da indústria. O outro é a atualização e modernização das escolas, laboratórios, oficinas, máquinas, equipamentos, ferramentas, unidades móveis e kits didáticos de forma que se assegure a adequação da educação profissional  às necessidades atuais e futuras da indústria.  Outro eixo importante é a atenção muito especial à formação de professores e instrutores, que demandarão novas competências técnicas, pedagógicas e didáticas para  ministrar os cursos de educação profissional compatíveis com as exigências da indústria moderna. Além disso, o programa prevê a flexibilização no formato e metodologias de atendimento às demandas da indústria.

Quais são os requisitos profissionais da nova indústria?

Monteiro Neto – A crescente incorporação de novas tecnologias aos processos de produção exige a atualização das competências dos trabalhadores. É um processo contínuo de aprendizagem, que começa com educação básica de qualidade, prossegue com o ensino superior e passa pelo desenvolvimento de habilidades profissionais específicas. Por isso, nos últimos anos, as pessoas com maior grau de escolaridade tiveram mais chances de encontrar um emprego. Nos setores de extração de petróleo e de produção de máquinas e equipamentos eletrônicos, que possuem maior intensidade tecnológica, esse processo ocorre de forma mais intensa, pois mais de 85% dos profissionais contratados têm nível médio ou superior. 

Qual é a tendência do mercado de trabalho na indústria?

Monteiro Neto – A previsão é que as indústrias abram mais de 1 milhão de vagas entre 2006 e 2010. Dessas vagas, cerca de 400 mil devem ser ocupadas por profissionais de nível médio técnico. Nas escolas do SESI e do SENAI,  75% das matrículas do ensino médio oferecidas até 2010 serão articuladas com educação profissional. Esse tipo de ensino eleva a escolaridade do trabalhador da indústria e, ao mesmo tempo, desenvolve as habilidades profissionais exigidas pela indústria.

Quais são as principais características da educação nas escolas do SESI e do SENAI?

Monteiro Neto - A educação nas escolas do SESI e do SENAI considera as necessidades de aperfeiçoamento dos processos de produção, estimula a criatividade, a inovação e o empreendedorismo. A definição das características da educação patrocinada pela indústria prevê a incorporação das tecnologias à produção, as peculiaridades regionais, o deslocamento da indústria das metrópoles para o interior e as novas possibilidades de organização da produção. Com unidades espalhadas em todo o país, o  SESI e o SENAI acompanham a evolução da indústria, buscam parcerias, modernizam métodos e formam cidadãos capazes de atuar de maneira autônoma, crítica, consciente e participativa no trabalho e na vida pessoal.    

 

 

 

 

Agência CNI

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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