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Estudo do IBGE confirma relação entre escolaridade e capacidade de gasto 29/08/2007

 

Rio de Janeiro, 29/08/2007 - Estudo divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou a forte relação entre grau de escolaridade, rendimento e despesas. Com base nos dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares dos anos de 2002 e 2003, o levantamento mostrou que as famílias nas quais a pessoa de referência (principal responsável pelas despesas da casa) tem 11 anos ou mais de estudo ganha, em média, cinco vezes mais do que as famílias cuja pessoa de referência tem menos de um ano de estudo.

De acordo com o levantamento, o primeiro grupo tem rendimentos médios mais elevados (R$ 3.796,00) e gasta mais (R$ 3.683,00). Por outro lado, os menores rendimentos médios (R$ 752,00) e as despesas mais reduzidas (R$ 769,00) foram verificados no segundo grupo.

O estudo revelou, ainda, que a existência de uma pessoa com nível superior aumenta em quase três vezes as despesas de uma família em relação a outra em que nenhum dos membros concluiu uma faculdade. Se houver mais do que uma pessoa, essa diferença pode ser cinco vezes maior. No Brasil, em 84% das famílias não há qualquer pessoa com nível de instrução superior.

O técnico do IBGE José Mauro de Freitas Júnior destaca que apesar de a educação ter avançado nas últimas décadas no Brasil, o ensino superior ainda é privilégio de poucos.

“Aproximadamente 40 milhões de famílias não contam com pessoas que tenham feito faculdade. Mesmo que o país venha experimentando mobilidade social, com filhos atingindo grau de instrução maior do que o de seus pais, a questão da escolaridade ainda é ínfima”, destacou.

Para o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcelo Nery, esses dados reforçam a educação como principal fator capaz de impulsionar a renda.

“Isso só confirma o caráter fundamental que a educação tem para a melhoria das condições de vida da população. Com isso, as pessoas que têm mais educação gastam mais porque têm mais renda, mais possibilidades e se permitem consumir mais”, destacou.

 

 

 

 

 

Agência Brasil - Thaís Leitão

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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