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Bush e Sarkozy dão apoio público a proposta de reforma da ONU, defendida pelo Brasil 26/09/2007

 

Nova York (EUA), 26/09/2007 - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, reforçou na Organização das Nações Unidas (ONU) o apoio do país à reforma e ampliação do Conselho de Segurança, proposta que vem sendo defendida pelo Brasil. Em entrevista coletiva, Sarkozy disse que países como México, Brasil, África do Sul e Índia merecem mais do que um convite para “apenas um almoço”.

“Todos sabem que o Conselho de Segurança não pode continuar como está. Ele não corresponde mais aos desafios globais. Precisa mudar”, afirmou o presidente francês, que lamentou o fato de países da África e da América do Sul, assim como a Índia, não terem assento permanente no Conselho de Segurança. Sarkozy defende ainda a ampliação do G8, grupo das sete maiores economias do mundo, somado à Rússia.

Os dois assuntos foram tema da reunião ontem (25) entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Lula, o presidente da França demonstrou estar engajado na negociação de mudanças.

Já em seu discurso na abertura dos debates da Assembléia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu prioridade para a reforma do Conselho de Direitos Humanos, mas citou a reivindicação por uma mudança na estrutura do Conselho de Segurança.

“Os Estados Unidos estão abertos a essa perspectiva. Nós acreditamos que o Japão está bem qualificado para se tornar membro permanente do Conselho de Segurança, e outras potências emergentes também deveriam ser consideradas”, disse Bush. “Vamos ouvir todos as boas idéias e iremos apoiar a reforma do Conselho de Segurança como parte de uma reforma das Nações Unidas.”

Para o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o discurso do presidente norte-americano traz pela primeira vez uma referência sobre “considerar” outros países para o Conselho de Segurança.

“Acho isso muito positivo e, até onde sei, é a primeira vez que os Estados Unidos faz uma colocação nesses termos na ONU”, destacou Amorim. “O que estamos querendo é criar um processo de negociação, que já conta com o apoio do secretário-geral da ONU. Vamos avançar nos próximos meses.”

Em 2005, o Brasil apresentou na ONU, em conjunto com Alemanha, Índia e Japão, proposta de resolução para a reforma do Conselho de Segurança. O texto prevê a incorporação de seis novos integrantes permanentes (atualmente há cinco) e mais quatro não permanentes (hoje são dez).

 

 

 

 

 

Agência Brasil - Juliana Cézar Nunes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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