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Perda de empregos em novembro reduz postos de trabalho na indústria têxtil em 2008 15/01/2009

 

Rio de Janeiro, 14/01/2009 - Com  um estoque de  1,650 milhão de postos de trabalho criados no país, a industria  têxtil e de confecção  registrou  queda de 7,360 empregos  somente no mês de novembro do ano passado, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e do Emprego.

Os números divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de  Confecção (Abit) indicam que no ano passado, até novembro, foram criados pelo setor 51,355 mil postos de trabalhos formais.  O número final deverá  ficar, segundo o o Presidente da Abit Agnaldo Diniz Filho, em torno de 42.000 empregos, uma vez que cerca de  9,000  mil empregos deverão ter sido perdidos em dezembro em decorrência da crise internacional.

Para 2009, Agnaldo Diniz estimou que a geração líquida de empregis  deve  ficar em torno de 35,0 mil.  O diretor-superintendente da Abit, Fernando Pimentel,  esclareceu que, tradicionalmente, no mês de dezembro,  o Cadastro  Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do MTE,  apresenta perda de empregos, “porque é um momento em que tem muita contratação temporária e, depois existem as descontratações.  O que surpreende, e é efeito da crise, é que em novembro a indústria de transformação como um todo perdeu postos de trabalho. Ou seja, houve uma antecipação à situação nova que o mundo passou a viver pós-setembro”.

Pimentel  disse  que ao longo deste ano a economia brasileira , e o setor têxtil e de confecção, serão geradores líquidos de postos de trabalho formais. “Porque,  a despeito  das previsões de geração de emprego serem menores do que as do ano que passou, com a perspectiva da economia crescer entre 2% e 3%, prevê-se um máximo  de geração de um milhão de postos de trabalho. E todos os setores, de uma forma ou de outra, vão acompanhar um pouco esse novo ritmo de geração de trabalho”.

Para o empresário  embora o setor têxtil e de confecção tenha sido um dos mais afetados pela queda do  dólar, o novo cenário  cambial  poderá torná-lo um dos mais beneficiados.  “Desde que  o país não seja invadido pelos excedentes asiáticos,  por força da queda  do consumo nos mercados centrais, nós  teremos geração  líquida de  postos de trabalho formais”, disse Pimentel. (Agência Brasil - Alana Gandra)



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