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Indústria de máquinas e equipamentos sofre com inadimplência e queda nas vendas 16/01/2009

 

Brasília, 15/01/2009 - A inadimplência e a queda nas vendas viraram rotina para as empresas que fornecem máquinas e equipamentos para as indústrias brasileiras, o que, na avaliação de representantes do setor, é um reflexo da crise financeira mundial, que atingiu em cheio a confiança dos empresários e o mercado de crédito no exterior e no Brasil.

De acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira de Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Nogueira, as empresas enfrentaram queda que deve chegar a 26% nas vendas no último trimestre de 2008. Os números referentes a dezembro de 2008 ainda não foram fechados, mas estima-se que as vendas fiquem 12% abaixo do volume comercializado em novembro, mês que registrou queda de 14% em relação a outubro.

“As mudanças têm ocorrido de forma muito rápida. Temos um aumento de inadimplência e uma queda muito brusca. Essa queda vem ocorrendo de forma generalizada. Basicamente, todos os setores deixaram de comprar, por adiamento de projetos, ou mesmo, cancelamento de projetos. Foi uma queda muito abrupta, que ainda está acontecendo”, afirmou Nogueira.

Na próxima semana, representantes do setor se reunirão com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. A principal reivindicação dos empresários é por melhores condições de crédito.

“Com o crédito sendo liberado a conta-gotas, como está ocorrendo, muitas empresas vão fechar as portas”, disse Nogueira. “Não adianta um banco público oferecer dinheiro com juros de 3% ao mês, como vem ocorrendo. Uma empresa que toma um empréstimo desse não vai sobreviver. Vai trabalhar apenas para pagar a dívida”, reclamou.

A queda nas vendas tem provocado demissões em um setor que há quase dois anos apenas contratava. De acordo com Nogueira, o mês de novembro de 2008 inaugurou resultados negativos que não vinham se registrando na indústria de máquinas desde agosto de 2006. “Em novembro do ano passado, tivemos quase 2 mil demissões, um resultado negativo que não foi registrado nos 22 meses anteriores”, destacou.

As demissões prosseguiram e, de acordo com informações da Abimaq, o mês de janeiro poderá superar o número de dispensas registrado em novembro. “Neste mês estão ocorrendo demissões. Não tenho números ainda, mas tenho ouvido de associados nossos que estão fazendo demissões. O mês de janeiro, tradicionalmente, não é um bom mês para vendas, mas este está sendo pior”, considerou.

As vendas no setor de máquinas e equipamentos servem como parâmetro para medir a atividade industrial, já que as empresas do setor fornecem meios de produção para as fábricas e empresas produtoras de bens de consumo. A Abimaq representa atualmente cerca de 4.500 empresas dos mais diferentes segmentos fabricantes de bens de capital mecânicos.

Segundo Nogueira, segmentos como o de produção de autopeças estão em situação crítica, mesmo depois que o governo beneficiou o setor automobilístico com a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros populares e redução das alíquotas em até 50% para outros tipos de automóveis .

“Tenho visto nos jornais que a isenção do IPI fez com que as vendas aumentassem, mas as montadoras estavam com o estoque muito grande e ainda há muitos carros nos pátios. Até agora, as montadoras não estão solicitando peças”, destacou.

Já o setor agrícola, de acordo com Nogueira, que enfrentou dificuldades no ano passado, atualmente reclama porque os problemas se agravaram. “A agricultura já vinha tendo um ano ruim e agora, está pior. É um setor que depende da liberação de verbas do governo e das condições de endividamento dos agricultores. O endividamento está alto, e o governo parece que está com um certo atraso na liberação dos recursos”, comentou.

“A indústria de açúcar e álcool, por exemplo, adiou projetos e vem tendo dificuldades na renegociação de preços”, concluiu Nogueira. (Agência Brasil - Luciana Lima)



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