Câmara do Japão
Japonês
Buscar: OK

Tópicos

 

 

 

 

 

 

(426)Você está em:
  • Home »
    • Câmara
      • » Notícias

Notícias

Selecione datas para filtrar: a OK
Mercado defende corte maior na taxa básica de juros 11/03/2009

 

Brasília, 11/03/2009 - O Comitê de Política Monetária (Copom) define hoje (11) a taxa Selic sob pressão por uma redução mais agressiva dos juros básicos, depois da divulgação, ontem, da retração de 3,6% no crescimento da economia brasileira no quarto trimestre de 2008. Na última reunião, em janeiro, os juros básicos foram reduzidos de 13,75% para 12,75% ao ano.

Até mesmo analistas mais conservadores, como o economista-chefe do Banco Santander e ex-diretor do Banco Central, Alexandre Schwartzman, defendem um corte maior de juros. Ontem, ele afirmou que expectativa é de um corte de 1,5 ponto percentual e não mais de um ponto percentual, como vários economistas previam antes.

Por conta da crise financeira internacional e a conseqüente desaceleração do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil, um corte maior dos juros é visto como forma de estimular a economia, em um momento em que a pressão inflacionária se reduziu. O especialista americano Robert Guttmann defendeu, no último dia 6, em um seminário em Brasília, a redução dos juros, mas de forma mais ousada, uma vez que outros países reduziram os juros básicos a percentais próximos de zero e no Brasil a Selic é uma das mais altas do mundo.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, no entanto, deixou um recado, no último dia 5: a redução dos juros só pode ser feita com responsabilidade. A frase foi dita antes do anúncio do PIB, feito ontem.

No entanto, assim como Schwartzman, o economista e professor da Universida de Brasília (UnB) Dércio Munhoz não considera que a redução dos juros surta tanto efeito na oferta de crédito e no crescimento da economia.

Para Munhoz, a Selic menor terá efeito mais forte somente nos gastos que o governo tem com o pagamento dos juros da dívida pública. A Selic é a principal taxa de remuneração dos títulos públicos. “A redução da Selic não muda a essência do problema nesta altura”. Ele afirmou que a crise trouxe problemas ao país que não dependem somente da Selic para serem resolvidos, como o recuo das exportações, redução de investimentos privados e perdas de ativos financeiros.

“A única coisa que se salva é a demanda das famílias por bens e serviços, mas esses três problemas anteriores geram perdas de emprego”, afirmou Munhoz. Ou seja, a renda dos brasileiros seria uma forma de estimular a economia, mas com a redução do emprego, a massa salarial (soma de todos os salários pagos) também se reduz. “O governo precisa adotar medidas para reestabelecer a demanda”, defende.

Além de economistas que esperam por maiores cortes da Selic, o Banco Central também conta com a pressão de representantes de trabalhadores ligados à Força Sindical, que acamparam ontem em frente ao Banco Central para protestar pela queda dos juros. Até entre representantes do governo há expectativa de cortes de juros maiores. Hoje, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse que acharia “ótimo” se o Copom pudesse reduzir a taxa básica de juros para um patamar inferior a 10% ao ano

Ontem, depois da divulgação do resultado do PIB e às vesperas da reunião de decisão do Copom, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu de última hora com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Não foi informado o teor da reunião.

A reunião do Copom é realizada em dois dias, terça e quarta-feira no período do tarde. Na reunião desta tarde, serão analisadas pelos diretores do BC as projeções para a inflação, uma vez que a Selic é usada pela autoridade monetária como instrumento para controlar a inflação.

Após essa avaliação, os diretores de Política Econômica, Mario Mesquita, e de Política Monetária, Mario Torós, apresentam alternativas para a taxa de juros e fazem recomendações. Os outros diretores também fazem comentários e propostas e por fim eles decidem os juros. A nova taxa de juros básicos é divulgada depois do fechamento do mercado financeiro. Na quinta-feira da próximo semana, o Copom divulga a ata da reunião com as explicações sobre a decisão.

Quando a taxa Selic cai, os bancos são estimulados a emprestar mais dinheiro em vez de investir nos títulos públicos, remunerados pelos juros básicos. Além disso, a Selic alta aumenta o custo do crédito que os bancos oferecem, uma vez que ela serve de referência para as taxas de juros cobradas dos clientes. (Agência Brasil - Kelly Oliveira)



Últimas

2020/10/27 » Guedes diz que acordos políticos dificultam privatizações
2020/10/27 » CMN aprova regulação simplificada para projetos inovadores
2020/10/27 » Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 2,99%
2020/10/26 » Contas externas têm em setembro sexto mês seguido de saldo positivo
2020/10/26 » Petrobras inicia venda de campos terrestres em Sergipe
2020/10/26 » Banco Central registra recorde de remessas de dólares para o Brasil
2020/10/23 » Ministério da Infraestrutura entregará planos de logística até 2050
2020/10/23 » OMS: risco de pegar covid-19 em aviões é "muito baixo", mas não zero
2020/10/23 » Cresce pauta sobre home office nas negociações trabalhistas
2020/10/22 » Confiança da indústria atinge maior nível em nove anos
2020/10/22 » Opas: América Latina não deve relaxar enfrentamento à pandemia
2020/10/22 » Faturamento do setor de turismo no Brasil tem redução de 33,6% em 2020
2020/10/21 » Setor mineral brasileiro tem resultado positivo no 3º trimestre
2020/10/21 » Decreto inclui Linha 2 do metrô de BH em programa de privatizações
2020/10/21 » Não investir no Brasil será um grande erro, afirma ministro
2020/10/21 » Inflação do aluguel sobe de 18,20% para 20,56% em 12 meses
2020/10/20 » Pacote comercial abre caminho para acordo mais amplo, diz governo
2020/10/20 » SP:acordo da ANTT permite investimento de R$ 6 bi em malha ferroviária
2020/10/20 » Como fazer a amortização do FGTS pelo celular
2020/10/19 » Comércio eletrônico e delivery aumentam consumo de embalagens

Ver mais »