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Pesquisa mostra que mulheres ainda perdem espaço para homens na área política 17/03/2009

 

Rio de Janeiro, 17/03/2009 - Pesquisa realizada pelo professor José Eustáquio Diniz Alves, da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que é na política o setor em que a mulher está mais atrasada no Brasil, em termos de igualdade de gênero em relação ao homem. As Mulheres Sem Espaço no Poder são o tema da palestra que José Eustáquio fará hoje (17) no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), no Rio.

As mulheres já alcançaram e até mesmo ultrapassaram os homens em alguns campos da sociedade, como a saúde, onde apresentam uma expectativa de vida maior do que os representantes do sexo masculino. Na área da educação, a presença feminina é maior nas universidades. As mulheres acumulam ainda maior tempo médio de estudo do que os homens.

No esporte, o resultado das últimas Olimpíadas reflete as conquistas crescentes das mulheres nesse campo, até então dominado pelos homens. Das três medalhas de ouro do Brasil, duas foram conquistadas por mulheres. Mesmo no mercado de trabalho, embora ainda persistam algumas desigualdades, muitas mulheres já encostaram nos homens mais bem sucedidos, em algumas profissões.

A pesquisa mostra que, apesar de totalizar 65 milhões de mulheres com títulos de eleitor em 2006, o que representou 51,5% do total, o cenário político nacional ainda é controlado por homens.

José Eustáquio revelou à Agência Brasil que o Brasil ocupa atualmente o 142º lugar no ranking mundial de participação feminina na política, perdendo, inclusive, para o Iraque e o Afeganistão e também para Angola e Moçambique, países de língua portuguesa na África.

Na América do Sul, o Brasil ocupa o final da fila, perdendo somente para o Haiti e a Guatemala, enfatizou Eustáquio. “É incompatível com a situação da mulher em outros setores da sociedade”.

O estudo identifica que as mulheres são eleitas com mais facilidade em cidades pequenas do que nas grandes metrópoles. “Isso tem a ver com o próprio sistema eleitoral brasileiro”. Ele explicou que, nas cidades menores, há menos partidos e um número inferior de candidatos disputando as eleições.

“Isso, de alguma forma, facilita que as mulheres se dêem melhor nessas cidades menores. Nas cidades grandes, a disputa é muito forte”. Em Roraima, por exemplo, um deputado representa cerca de 31 mil eleitores, enquanto em São Paulo, esse número sobe para 415 mil votantes por deputado. “É muito mais difícil ganhar a eleição em São Paulo do que em Roraima. Isso é prejudicial para as mulheres”, disse o pesquisador.

Nas eleições de 2004, por exemplo, as mulheres passaram a ser maioria nas câmaras municipais de 23 cidades, a maioria no eixo Norte/Nordeste. Apenas seis municípios estavam de fora do Nordeste brasileiro. Segundo a pesquisa, quanto mais mulheres candidatas houver em um pleito, maior é a chance delas serem eleitas. “Na medida em que vai subindo o percentual, vai subindo também o percentual de mulheres eleitas”. Um aumento de 1% na porcentagem de candidatas aumenta em 13% a chance de se eleger mulheres, diz o estudo.

Para favorecer as mulheres na área da política, o professor da Ence recomendou que sejam promovidas mudanças na legislação, dentro da reforma política. Uma das propostas indica que o cálculo do número de candidaturas de cada partido deveria cair de 150% para 100% das vagas, retornando ao que prevalecia anteriormente. Desse total, 30% são reservados às mulheres, com a diferença agora de que o preenchimento dessa cota passaria a ser obrigatório, o que não ocorre no momento.

“Se fizer isso, vai diminuir a quantidade de candidatos e vai aumentar a proporção de mulheres candidatas. Aí, necessariamente, quando aumenta a proporção de mulheres candidatas, aumenta a quantidade de mulheres eleitas. Essa é a mudança principal que a gente persegue”. Segundo Eustáquio, o mais importante é obrigar os partidos a preencherem a cota de reserva de 30% das vagas.

No futuro, ele defendeu que se eleve a distribuição das candidaturas até atingir a paridade, ou seja, 50% de candidatos para cada sexo. A alteração mais polêmica, contudo, se refere à redução do número de partidos, afirmou José Eustáquio. “Partidos demais acabam prejudicando as mulheres, porque existem os chamados 'partidos de aluguel'. E esses partidos vendem vagas para as pessoas que dão mais dinheiro. Com isso, os homens acabam levando vantagem sobre as mulheres nesse campo”, disse José Eustáquio. (Agência Brasil - Alana Gandra)



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