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Selo do Inmetro agora é obrigatório para cadeiras automotivas infantis 01/04/2009

 

Brasília, 1/04/2009 - Começa a valer hoje (1º) a regra do Instituto de Normalização, Metrologia e Qualidade Industrial (Inmetro) que torna obrigatório o uso de seu selo nas cadeiras infantis automotivas disponíveis para venda. Tanto as cadeirinhas quanto os assentos de elevação e os chamados “bebês conforto” devem ter certificado de qualidade do Inmetro para a comercialização, adequando-se à Portaria n° 7 de 2008, editada em maio do ano passado.

A regra tornou-se obrigatória para os fabricantes dos equipamentos de segurança naquele mês, e o comércio ganhou um prazo para se ajustar às normas, que venceu ontem (31).

Com isso, a partir de agora, o consumidor deve exigir o selo do Inmetro ao comprar as cadeirinhas infantis que se ajustam ao veículo. Deve inclusive denunciar a loja e o fabricante, caso não encontre o certificado impresso na embalagem do produto.

De acordo com o Inmetro, além da fiscalização, que ocorre diariamente nas lojas do país para verificar o cumprimento das regras impostas pelo instituto, o comprador, identificando irregularidades quanto às normas, pode ligar para o número 0800-285188 ou para o serviço Fale Conosco disponível no site do Inmetro.

O instituto informou que o descumprimento da medida pode acarretar apreensão dos produtos e multa para o comerciante e o fabricante. A multa pode chegar a até R$ 1,5 milhão.

O Inmetro citou um estudo norte-americano, segundo o qual o uso adequado das cadeiras automotivas reduz os riscos de morte em 71% e a necessidade de hospitalização em 69%. A qualidade do equipamento também pode contribuir para a redução dos índices de crianças vítimas de acidentes de trânsito. Dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) mostram que, entre 2000 e 2007, mais de 180 mil crianças estiveram envolvidas nesse tipo de fatalidade, sendo que, desse total, mais de 8 mil morreram.

Para manter a segurança da filha Ana Júlia, de 2 anos, e durante os passeios de carro, o empresário João Severo não abre mão da cadeirinha infantil no assento traseiro do automóvel. Até quando tinha apenas 1 ano de idade, Ana Júlia só andava de carro acomodada no bebê conforto.

“É uma segurança necessária para qualquer caso de acidente”, disse o empresário. A cadeirinha tem um sistema que a mantém presa ao banco, é a mesma coisa de a criança ficar presa ao cinto de segurança, explicou. “Em caso de impacto, nem a cadeira, nem a criança tem perigo de ir para a frente.” (Agência Brasil)



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