Câmara do Japão
Japonês
Buscar: OK

Tópicos

 

 

 

 

 

 

(426)Você está em:
  • Home »
    • Câmara
      • » Notícias

Notícias

Selecione datas para filtrar: a OK
Crise externa afetou 63% das micro e pequenas empresas brasileiras, diz Sebrae/SP 22/06/2009

Rio de Janeiro, 22/06/2009 - Indústria, agronegócio e exportação foram os setores em que as micro e pequenas empresas brasileiras sentiram os efeitos mais fortes da crise financeira internacional, iniciada em setembro de 2008. É o que revela a pesquisa  Impacto da Crise Financeira Internacional nas MPEs Brasileiras, divulgada hoje (22) pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae/SP).

Segundo o estudo, 63% das micro e pequenas empresas nacionais foram afetadas pela crise. O coordenador da pesquisa, Marco Aurélio Bedê, disse que o impacto foi mais intenso no Sudeste e no Centro-Oeste, onde 64% das empresas se queixaram de efeitos negativos. A primeira região tem uma concentração maior de indústrias e de exportadores. Já no Centro-Oeste, predomina o agronegócio.

Dentre os principais problemas, a queda de demanda foi indicada por 60% dos entrevistados, seguida de juros mais caros (45%) e dificuldade na obtenção de crédito (40%). A pesquisa  foi realizada entre março e maio deste ano, junto a 4.200 micro e pequenas empresas de todo o país. Somente 2% das MPEs apontaram aumento da inadimplência dos clientes e queda nos lucros como reflexos da crise mundial.

Bedê informou, entretanto, que há entre os empresários uma perspectiva relativamente otimista para os próximos seis meses: 46% das empresas esperam melhora do faturamento, 43% acreditam que o cenário permanecerá o mesmo e 9% acham que vão diminuir as vendas. No emprego, 66% dos empresários pretendem manter o quadro atual, contra apenas 8% que planejam demitir.

O consultor do Sebrae advertiu que o problema de financiamento não é específico da crise externa, mas sempre ocorreu no Brasil para esse  segmento econômico.

“Crédito para  pequena empresa sempre foi problema. Mas, na hora em que acontece a crise internacional, você tem uma piora do problema, porque você passou a ter menos recursos disponíveis  para empréstimos, de forma geral, e os bancos passaram a exigir mais garantias reais, depósitos em contrapartida, relatórios  todo tipo de documentação. São muito mais seletivos”, disse.

A indústria teve o impacto maior da crise, mas o comércio também sentiu os efeitos negativos. Segundo ele, o setor industrial é mais dependente de empréstimos para capital de giro e está mais vinculado à economia internacional na parte da exportação. Também trabalha com volumes grandes e produtos mais caros. Esses fatores levam a uma maior concentração dos problemas na indústria, explicou Bedê.

Entre os estados, os mais prejudicados foram  Rio Grande do Sul, Goiás e Minas Gerais. Os dois primeiros devido ao agronegócio. Já os mineiros tiveram perdas com a exportação menor de minério de ferro. Embora seja feita por empresas de grande porte, como a mineradora Vale, a queda nas vendas externas afeta as pequenas companhias que são fornecedoras e se beneficiam do consumo dos empregados das empresas exportadoras. Goiás foi o estado com maior índice de empresas afetadas (72%).

As pequenas empresas que apresentaram o menor índice de prejuízo estão localizadas no Rio de Janeiro (55%), Santa Catarina (54%) e Distrito Federal (56%). “São estados que têm um setor de serviços preponderante, que é o setor menos afetado”, disse Bedê. (Agência Brasil - Alana Gandra)

 

 



Últimas

2019/11/14 » Atividade econômica cresce 0,91% no terceiro trimestre
2019/11/14 » Caixa e BB iniciam quinta fase de pagamento de abono do PIS/Pasep
2019/11/14 » Reformas vão tornar Brasil mais atrativo a negócios, diz Bolsonaro
2019/11/14 » Reformas vão tornar Brasil mais atrativo a negócios, diz Bolsonaro
2019/11/13 » Privatização da Eletrobras deve reduzir tarifas para os consumidores
2019/11/13 » Caixa reduz para 4,99% a taxa de juros do cheque especial
2019/11/13 » Ministro diz que reforma da Previdência já atrai investidores
2019/11/12 » Setor de serviços cresce 1,2% em setembro, aponta IBGE
2019/11/12 » Cresce apoio do BNDES a projetos de micro, pequenas e médias empresas
2019/11/12 » Países do Brics buscam investimentos privados para infraestrutura
2019/11/12 » Faturamento do mercado de seguros cresceu 18,6% em setembro
2019/11/11 » Brics fomenta cooperação entre economias emergentes há 13 anos
2019/11/11 » Impostos dificultam pequenos e médios negócios, dizem empresários
2019/11/11 » IBGE revisa PIB de 2017 de 1% para 1,3%
2019/11/08 » Indicador da FGV mostra dificuldade de reação do mercado de trabalho
2019/11/08 » Petrobras recebe oferta de R$ 3,7 bilhões por Liquigás Distribuidora
2019/11/08 » Governo aumenta projeção de crescimento do PIB para 0,90%
2019/11/07 » Inflação de outubro é a menor para o mês desde 1998
2019/11/07 » Índice que serve de base para reajuste salarial tem variação de 2,76%
2019/11/07 » Seis em cada 10 empresários querem investir, mostra pesquisa do Sebrae

Ver mais »