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Taxação do capital estrangeiro agrada a indústria 20/10/2009

São Paulo - Os dirigentes das entidades de classe industriais manifestaram-se otimistas quanto aos efeitos esperados da incidência de 2% do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) sobre os investimentos estrangeiros em renda fixa e no mercado de ações, que começa a vigorar hoje (20) .A medida foi anunciada ontem (19), em São Paulo, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Em nota, o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro Neto, argumentou que “o governo, que tem um raio de manobra efetivamente pequeno sobre o câmbio, tinha de fazer alguma coisa, dar um sinal ao mercado de que está disposto a evitar um agravamento do processo de valorização do real, que vem penalizando fortemente o setor exportador brasileiro”.

Segundo destacou o líder empresarial, a depreciação da moeda norte-americana preocupa o setor porque enquanto o real teve a maior valorização frente ao dólar neste ano, de 26,7%, as exportações de manufaturados caíram em 30% até setembro. “O governo sabe da inquietação dos exportadores, porque isso afeta também o emprego na indústria”.

O presidente da CNI afirma na nota que, além de perder competitividade e deixar espaços para concorrentes como a China, a valorização da moeda brasileira implica reflexos negativos para o setor a longo prazo. “Um dos preços que o investidor leva em consideração é o câmbio. E uma das coisas que mais tem impactado a economia brasileira é a taxa de investimento, que está em queda. Se as exportações vão ficando mais caras e as importações mais baratas, o investimento produtivo será afetado”.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, “a medida é importante primeiro porque mostra que o governo agiu, contrariando a visão de que cabe apenas ao mercado estabelecer a taxa de câmbio. Além disso, a iniciativa reduz o rendimento do capital de curto prazo, desestimulando a especulação e incentivando a produção e a geração de emprego no Brasil”.

Análise do consultor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), Luiz Jurandir Simões Araujo, porém é de que a iniciativa do governo “é uma medida pontual e não estrutural”, cujos efeitos serão de curto prazo. Para ele, em pouco tempo deverão surgir brechas para se driblar a taxação.

Para o especialista em finanças, a curto prazo, essa tributação deve causar certo impacto sobre o movimento de IPOs (na sigla em inglês Oferta Pública Inicial), por meio da qual as empresas fazem captações de investimentos. (Agência Brasil - Marli Moreira)



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